terça-feira, março 12th, 2013 | Author:

Foi obra do acaso. Ao retirar as espessas camadas de tinta das paredes duplas, Nelson Viana Oliver desvendou os segredos e as belezas da arquitetura rústica da casa de 428 m2, projetada pelo gaúcho Pedro Simch. As várias demãos de tinta esmalte brilhante das paredes foram cuidadosamente retiradas, com removedor e espátula, em busca de uma textura diferenciada que apenas sugerisse a existência de tijolos. O novo cenário, rústico e despojado, deveria abrigar móveis e peças antigas de qualidade, muitas transferidas de geração para geração, seguindo uma orientação naturalmente clássica.

O confronto de estilos era inevitável, mas com uma boa dose de sensibilidade os móveis mesclaram-se à arquitetura, com suavidade e equilíbrio. Direcionado para a área de lazer com piscina, o setor social passou por uma profunda reforma. Portas, paredes e persianas foram removidas. Metade da varanda foi fechada com panos de vidro, interligando a casa ao jardim. E o antigo bar, escuro e pesado, também deixou de existir, dando lugar a um conceito estético mais atual, que privilegia os ambientes claros, luminosos e arejados, sintonizados com o clima quente da região.

No decorrer da obra, novas e valiosas surpresas. As vigas de sustentação, assim como os caixilhos, foram artesanal-mente confeccionados com pinheiro araucária, madeira em extinção no sul do Brasil. Algumas portas chegam a correr por dentro das paredes duplas de tijolos. Com a reforma, algumas colunas e vigas de madeira tiveram de ser removidas, num criterioso trabalho de engenharia a cargo de José Audax Oliva. A intenção: limpar os espaços e devolver à área social amplitude e claridade, proporcionando o máximo de conforto aos novos moradores, um casal e seu filho, acostumados com a rotina e o aconchego peculiar de uma fazenda.

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