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domingo, dezembro 09th, 2012 | Author:

DAR LUGAR AO CLÁSSICO!

Nestas duas vastas salas de um aparamente sem divisórias, objectos e móveis antigos, cores e volumes, eis as notas de uma partitura de acentuações brilhantes tocada em perfeita harmonia.
Numa mansão do século XVII, dois apartamentos situados um por cima do outro foram anexados e depois eliminadas as suas divisórias por forma a obterem-se apenas dois aposentos principais. Relegadas para segundo plano como os bastidores de um teatro, a cozinha, o quarto e a casa de banho são pequenos volumes que não se vêm da entrada. No primeiro nível, a sala de jantar tem um pequeno ar de outros tempos, com um chão em pedra negra da época de Louis XIV. O cinzento das vigas e das paredes realça com requinte objectos e móveis antigos. Em suma, uma aposta numa elegância muito clássica. No segundo nível, luminosidade e volume reinam! As magníficas vigas foram inteiramente recuperadas à maneira antiga pelos Charpentiers de Paris que garantiram um trabalho digno de uma obra de arte. As paredes pintadas em ocre amarelo harmonizam-se delicadamente com o tom acinzentado das vigas. Este belo espaço com o seu confortável sofá é um convite à leitura e ao repouso musical. Aliás, aqui, como o testemunha a impressionante biblioteca, os livros e a música possuiem um lugar importante. A idade respeitável do imóvel inspirou, pois, um estilo sóbrio e clássico. Alguns móveis de época, cadeirões, aparadores, adquiridos nos antiquários contribuem para isso. Outros elementos, mais contemporâneos, como o sofá, encontraram o seu lugar sem uma falsa nota. Guiado pelas suas paixões, o dono da casa explica com discreção que ele gosta não apenas «dos objectos de arte, mas também da história das suas época», em particular, o século XVIII, de que se tornou um especialista. Cada canto é assim um pretexto para um cenário cuidado, harmonizando espelhos barrocos, porcelanas chinesas antigas ou objectos trazidos das suas viagens à índia, China, Itália, sinônimos de um gosto de evasão que se pode prolongar aqui, graças à varanda de onde sobrevoamos os telhados de Paris.

Legendas:
– Sob as vigas de origem, a mesa posta aguarda os convidados para um jantar requintado. Ao centro, reina umaterrina do séc. XVIII azul e branca da China. Sobre a toalha indiana cintilam os pratos, as pratas e os copos de família saídos do aparador para esta ocasião. A lareira, em madeira, da época Regência, está recuada. Duas porcelanas de Cantão, antigos potes para o gengibre, foram transformadas em candeeiros.
– Da entrada avistam-se as magníficas vigas de origem. Diversos objectos antigos e originais conjugam-se entre si. Em primeiro plano, uma arca japonesa para guardar kimonos.
– Uma sala com vários usos. No espírito do toucador, ela transforma-se em quarto de hóspedes, e é igualmente uma ante-câmara da cozinha. Uma bela harmonia de cores declina-se nas vigas ornamentadas com motivos e na alcova em tons pastel; o tecido, adquirido na feira de Saint-Martin, completa a decoração. Para se poupar espaço, as portas são de correr’e pintadas em «trompe 1’oeil» em falso mármore. Pinturas decorativas por Didier Fèvres.
– As vigas, pintadas e enceradas, dão uma segunda vida à arquitetura antiga, ritmada por uma coluna e um pote Médicis em mármore. Na parede cinzenta destaca-se um espelho barroco de estilo rococó ladeado por dois apliques do séc. XVII em madeira dourada. Arranjo Les Milles Feuilles.
– Hoje em dia privada, a escada de origem reúne os dois aposentos principais. As paredes são pintadas e ornamentadas com molduras pintadas em «trompe 1’oeil». Pinturas decorativas por Didier Fèvres.
– Sob as vigas restauradas, um conjunto de cadeirões Louis XVI, convida à leitura. Entre as duas portas, a separação de espaços permitiu colocar armários do lado do quarto. Sofá Baker. Mesa baixa Knoll. Quadro Roger Annnir.
– Na varanda, as plantas verdes desenvolvem-se junto a uma parede pintada de ocre vermelho à italiana. À esquerda, um belo fontanário do séc. XVIII. Cadeirâo teck Tectona. Esculturas em terracota Le Cèdre Rouge.
– Sob o peso dos livras e discos, a biblioteca prolonga-se até à varanda que constitue uma fonte de luz inesperada para o apartamento.

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