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segunda-feira, maio 27th, 2013 | Author:

A Tendência E Preservar.

Em pleno ano ecológico, uma abordagem dos usos da madeira na construção civil pode até parecer uma atitude temerária. Entretanto, deixando o sectarismo de lado, podemos verificar que ela é um recurso abundante em nosso país.e, como tal, pode ser explorado, desde que em condições racionais, prevendo a reposição das espécieseaconservaçãodasflorestas.
Segundo João Peres Chimelo, chefe do agrupamento de Propriedades Básicas da Madeira, da Divisão de Produtos Florestais, Têxteis e Couros, do IPT  Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo, o corte madeireiro para a construção civil é avaliado em cerca de 20% do total extraído; portanto, não pode ser considerado devastador.

Os outros 80% dividem-se entre os setores de celulose, mobiliário, pecuário e o comércio exportador. Enquanto a indústria moveleira consome menos de 20% do total e a indústria de papel trabalha basicamente com madeiras de reflorestamento, os demais ramos de atividade apresentam uma atuação predatória ao meio ambiente. Por exemplo, a criação extensiva de gado, que promove grandes derrubadas e queimadas para a abertura de pastos ou os exportadores de madeira, que abatem outras espécies para a retirada daquelas encomendadas pelos compradores internacionais, como os Estados Unidos e o Japão. Essas atividades geram prejuízo de algumas dezenas de bilhões de dólares ao Brasil a cada ano, já que boa parte da madeira derrubada desnecessariamente é queimada  para servir como carvão ou limpar os espaços ou simplesmente apodrece no local onde cai.

É verdade também que nem toda a indústria níadeireira se conscientizou da necessidade do replantio. Enquanto o criador de gado sabe que não pode sacrificar suas matrizes reprodutoras, uma parte considerável dos madeireiros não acredita na esgotabilidade da floresta. Isso se deve à falta de preparo técnico da indústria da madeira no Brasil, na maioria, pequenos ou médios grupos alheios às tecnologias construtivas e sem know-how para o manuseio do meio ambiente.

A falta de tais qualidades na extração madeireira gera o desequilíbrio. Mas o mesmo não acontece em países como a Finlândia, onde mais de 70% das novas construções são erguidas em madeira e, mesmo assim, ainda é dona de uma das maiores florestas do mundo, proporcionalmente ao território nacional. A diferença está no reflorestamento: enquanto lá tudo que é retirado da natureza é reposto, aqui, o replantio é feito apenas para uso imediato, com árvores de crescimento rápido e que não produzem as melhores madeiras em termos de qualidade. As chamadas madeiras de lei, por enquanto, só são replan-tadas por órgãos governamentais que trabalham com reservas biológicas, e raramente pela iniciativa privada. Entretanto, seguindo o ritmo da consciência ecológica que cresce a cada dia, os especialistas acreditam na reversão dessa realidade.

Sob o aspecto ecológico, a madeira é uma fonte limpa de riquezas, pois sua extração não requer derivados de petróleo e nem a escavação do solo, como no caso da areia, da pedra e de outros recursos minerais. Além disso, ela é renovável, bastando uma atuação direta da homem nesse sentido. Aqui, a legislação é positiva: de acordo com o Iba-ma Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis , só pode explorar a madeira aquele que apresentar (e cumDrir) um plano de manejo sustentável da floresta  repondo mais do que se tira , o que pode significar uma luz no fim do túnel e apontar uma tendência à preservação ambiental no Brasil, sem prejuízo ao desenvolvimento.

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